terça-feira, 3 de abril de 2012

Saudades: História de Menina e Moça - Bernardim Ribeiro [LibriVox]

“Saudades: História de Menina e Moça”, também conhecido simplesmente como Menina e Moça, é o primeiro romance pastoril da língua portuguesa, escrito por Bernardim Ribeiro (1482-1552) e publicado postumamente em 1554. O livro é considerado um marco precursor do gênero bucólico em Portugal, influenciando toda a tradição literária que se seguiria.

O romance, embora inacabado, é narrado principalmente do ponto de vista feminino, oferecendo um olhar sensível sobre as experiências de meninice e juventude da protagonista. A obra mescla elementos das novelas de cavalaria, do romance pastoril e da novela sentimental, criando uma narrativa repleta de amor, desencontros e sofrimento inevitável. O fatalismo amoroso permeia toda a história, em que o sofrimento e a saudade se tornam constantes companheiros das personagens.

De linguagem refinada, lírica e repleta de misticismo, Saudades é muitas vezes comparado ao estilo bíblico, em seus cânticos e salmos, antecipando a estética árcade que surgiria mais de um século depois. O romance é estruturado em histórias intercaladas que se entrelaçam em torno do tema central do amor impossível, tornando-o uma obra singular na literatura portuguesa e um marco do sentimentalismo renascentista.


01 - Em que a donzela começa a sua história
02 - Em que a donzela vai prosseguir a sua história
03 - Da conta que a dona dá à donzela de sua vinda áquela terra
04 - Das palavras que a dona com a donzela passou
05 - Do que Lamentor passou n'aquela parte onde foi aportar com a sua nau, e da batalha que teve com o cavaleiro da ponte, e do que mais lhe aconteceu
06 - Em que se diz a razão por que o cavaleiro da ponte sustinha aquele passo, e de como seu irman ali veio ter
07 - Como, depois de partida a irman do cavaleiro da ponte, por aprazer aquele lugar a Lamentor, ordenára fazer ali seu assento
08 - De como a Belisa veio em crescimento as dores do parto, e, parindo uma criança, faleceu
09 - Do pranto que Aonia fez pela morte de seu irman Belisa
10 - De como Narbindel, vindo combater com o cavaleiro da ponte, vendo o pranto que se fazia na tenda de Lamentor, entrou para o consolar
11 - De como se deu sepultura ao corpo de Belisa, e do pranto que com êle fez Lamentor
12 - Do que acontece ao cavaleiro, que saiu da tenda, vencido do parecer e formosura da senhora Aonia
13 - Em que se diz quem foi Cruelcia, e do que o cavaleiro passou com seu escudeiro
14 - De como, partido o escudo do cavaleiro da tenda, entrou em pensamentos de como se apartaria d'êle, e mudaria o nome
15 - De como Bimnarder sabia de um servidor de Lamentor que este ordenava fazer ali uns paços, e do mais que lhe aconteceu com a sombra que lhe apareceu
16 - De como, estando Bimnarder muito pensativo no que faria, viu de subito vir o seu cavalo fugindo d'uns lobos que o queriam matar
17 - De como Bimnarder assentou vivenda com o maioral do gado, e do que a donzela passou com a dona em sua história
18 - Em que a ama dá razão à donzela da cantiga de Bimnarder
19 - De como conta a ama à senhora Aonia o que vira fazer ao pastor, acabada a cantiga
20 - Da peleja que o tour do pastor teve com outro alheio, e de como o matou, a qual Aonia estava vendendo do eirado
21 - De que maneira Bimnarder se viu com Aonia
22 - De como Bimnarder, sentado na fresta da camara de Aonia, se coloca devagar a ouvir a ama
23 - Do singular conselho que deu a ama à senhora Aonia, pelo que suspeitou de seus amores
24 - Em que se conta o mais que a ama passou com a senhora Aonia, cerca de Bimnarder
25 - De como Bimnarder, pela fresta do aposento de Aonia, ele falou
26 - De como Bimnarder, sentado na fresta de Aonia, adormeceu, e se lhe foram, por sonho, os pés, e caiu
27 - De como a ama, sentindo de noite o estrondo da queda, o que sobre isso fez quando foi homem
28 - De como, estando da queda Bimnarder muito doente, Aonia buscou maneira por onde o fosse visitar
29 - De como Lamentor casou-se com Aonia com o filho d'um cavaleiro comarcão, e do que Enis aconselhou a Aonia que fez
30 - De como Fileno, o marido de Aonia, desejando a ter em seu poder, a levou de casa de Lamentor muito acompanhada
31 - Em que se diz da grande dor que sentiu Aonia em seu casamento

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