“Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto (1881 – 1922), é um romance emblemático do pré-modernismo brasileiro. Publicado originalmente em folhetins no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, entre agosto e outubro de 1911, ganhou edição em livro em 1915, consolidando-se como uma das obras mais críticas e relevantes da literatura nacional.
🇧🇷 O nacionalismo e suas contradições
A narrativa acompanha Policarpo Quaresma, um brasileiro profundamente nacionalista, cujo amor pelo país o leva a embates com a burocracia, a corrupção e o pragmatismo da sociedade. O romance expõe o contraste entre os idealistas e os que vivem apenas em busca de interesses próprios, mostrando como a pureza de intenções pode se chocar com o mundo real.
🗣️ Linguagem e crítica social
Lima Barreto utiliza uma linguagem próxima à fala cotidiana dos cariocas, conferindo naturalidade e imediatismo à narrativa. Entre passagens leves e econômicas, surgem críticas afiadas à sociedade, à política e ao positivismo, especialmente em relação ao governo de Floriano Peixoto (1891-1894). O humor e a ironia convivem com momentos de tensão, culminando em um final que se tornou emblemático na história literária brasileira.
📖 Estrutura e relevância
O romance é dividido em três partes, cada uma com cinco capítulos, e constrói um retrato crítico do Brasil do início do século XX. A obra consolidou Lima Barreto como um autor engajado, atento às contradições sociais e capaz de combinar denúncia e narrativa envolvente.
“Triste Fim de Policarpo Quaresma” permanece um clássico essencial para compreender o pré-modernismo e a crítica social na literatura brasileira.

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