terça-feira, 3 de abril de 2012

As Cerejas - Lygia Fagundes Telles

“As Cerejas”, de Lygia Fagundes Telles, é um conto delicado e profundo que revela o talento da autora para explorar a complexidade dos sentimentos humanos. Nesta narrativa breve, mas intensa, a escritora mergulha na memória, na saudade e nas sutilezas do amor e da perda, conduzindo o leitor a uma reflexão sobre o tempo, a passagem da vida e as lembranças que permanecem vivas, como se estivessem suspensas no ar.

Em “As Cerejas”, Lygia Fagundes Telles nos leva a uma história marcada pela emoção contida, pela poesia da linguagem e pela força dos pequenos detalhes. O conto explora a evocação de um passado vivido com ternura e dor, simbolizado pelas cerejas — frutos que despertam memórias adormecidas, saudades e sentimentos complexos. A autora mostra, com sensibilidade, o poder das lembranças e como as pequenas coisas da vida podem deixar marcas profundas e duradouras na alma humana.

O audio do conto proporciona uma experiência sensorial única, permitindo que a voz e o ritmo das palavras realcem a musicalidade e a sutileza da prosa de Lygia, tornando a narrativa ainda mais viva e emocionante. É uma oportunidade de vivenciar cada nuance da história e se conectar com a delicadeza e profundidade da escrita da autora.

Sobre a autora

Lygia Fagundes Telles (1923–2022) foi uma das maiores romancistas e contistas brasileiras, membro da Academia Brasileira de Letras. Sua obra é marcada pela sensibilidade psicológica, pela reflexão existencial e pelo retrato profundo das emoções humanas. Lygia explorou, de forma única, temas como memória, saudade, amor, dor e transformação pessoal. Entre suas principais obras estão Ciranda de Pedra, Antes do Baile Verde e As Meninas, que consolidaram sua importância na literatura nacional.

Conteúdo disponível

  • Audio do conto As Cerejas em formato completo;
  • Material complementar para estudo, análise literária e apreciação da obra de Lygia Fagundes Telles;
  • Recurso ideal para quem deseja mergulhar na literatura brasileira com uma experiência sonora envolvente.

“As cerejas estavam ali, vermelhas e doces — como se o tempo não tivesse passado.”Lygia Fagundes Telles

As Cerejas 1

As Cerejas 2

As Cerejas 3

As Cerejas 4

As Cerejas 5

As Cerejas 6

As Cerejas 7

Amor por Anexins - Artur de Azevedo [LibriVox]

“Amor por Anexins”, de Artur de Azevedo, é uma comédia breve, leve e espirituosa que revela o brilhantismo do autor na arte do diálogo e do humor. Nesta peça em um ato, Azevedo faz uma divertida crítica aos costumes e ao uso exagerado dos provérbios populares, explorando com ironia as situações cotidianas e o jogo de palavras que tanto marcaram sua obra.

Em “Amor por Anexins”, Artur de Azevedo constrói uma cena cômica e encantadora entre Isaura e o pedante Isaías, um homem que se expressa quase exclusivamente por meio de anexins — os populares ditados. A trama se desenvolve com leveza, ritmo e graça, evidenciando o talento do autor em transformar a fala do povo em crítica social e humor refinado.

O audiolivro dá vida aos diálogos cheios de trocadilhos e à vivacidade das personagens, permitindo que o ouvinte sinta o sabor do humor teatral brasileiro do final do século XIX, em sua forma mais autêntica e divertida.

Sobre o autor

Artur de Azevedo (1855–1908) foi dramaturgo, contista e poeta brasileiro, considerado um dos maiores nomes do teatro nacional. Irmão do romancista Aluísio Azevedo, destacou-se por sua habilidade em retratar com leveza e humor o cotidiano da sociedade carioca. Sua obra reúne comédias, crônicas e esquetes que ajudaram a consolidar o teatro de costumes brasileiros.

“Quem tudo quer, tudo perde.”Isaías, em Amor por Anexins

🎭 Amor por Anexins – Audiolivro Completo

🎧 Ouça o Ato Único

Duração aproximada: 26 minutos
Leitura por voluntários do LibriVox


Broquéis - Cruz e Sousa [LibriVox]

“Broquéis”, de Cruz e Sousa, é um marco do Simbolismo brasileiro. Publicado em 1893, o livro reúne poemas de intensa musicalidade e profundo misticismo, revelando a busca pela transcendência espiritual e o lirismo único do autor.

Em “Broquéis”, Cruz e Sousa inaugura uma nova estética na literatura brasileira, afastando-se do realismo e do naturalismo para criar uma poesia de sugestão, mistério e espiritualidade. As palavras tornam-se música e cor por meio de metáforas, sinestesias e símbolos, abordando temas como o sofrimento, o ideal e a comunhão entre o humano e o divino.

O audiolivro oferece uma experiência sensorial rara: ouvir os versos de Cruz e Sousa é mergulhar na essência do Simbolismo, percebendo o ritmo, a melodia e a força emocional de cada palavra. Uma viagem intensa pela beleza e pela profundidade da poesia simbolista.

Sobre o autor

Cruz e Sousa (1861–1898), nascido em Desterro (atual Florianópolis), é conhecido como o “Cisne Negro” da poesia brasileira e o maior representante do Simbolismo no país. Sua obra combina lirismo, espiritualidade e rebeldia estética. Além de Broquéis, publicou também Faróis (1900), ambos repletos de dor, idealismo e busca pela perfeição artística.

Conteúdo disponível

  • Audiolivro completo de Broquéis;
  • Material educativo sobre o Simbolismo brasileiro e a trajetória de Cruz e Sousa.

“Ó formas alvas, brancas, formas claras, de luares, neves, de neblinas e arcas...”Cruz e Sousa, em Broquéis

🎧 Ouça o Audiolivro Completo

Clique nos títulos abaixo para ouvir cada poema do Broquéis:

01 - Antífona

02 - Siderações

03 - Lésbia

04 - Múmia

05 - Em Sonhos...

06 - Lubricidade

07 - Monja

08 - Cristo de Bronze

09 - Clamando...

10 - Braços

11 - Regina Coeli

12 - Sonho Branco

13 - Canção da Formosura

14 - Torre de Ouro

15 - Carnal e Místico

16 - A Dor

17 - Encarnação

18 - Sonhador

19 - Noiva da Agonia

20 - Lua

21 - Satã

22 - Beleza Morta

23 - Afra

24 - Primeira Comunhão

25 - Judia

26 - Velhas Tristezas

27 - Visão da Morte

28 - Deusa Serena

29 - Tulipa Real

30 - Aparição

31 - Vesperal

32 - Dança do Ventre

33 - Foederis Arca

34 - Tuberculosa

35 - Flor do Mar

36 - Dilacerações

37 - Regenerada

38 - Sentimentos Carnais

39 - Cristais

40 - Sinfonias do Ocaso

41 - Rebelado

42 - Música Misteriosa...

43 - Post Mortem

44 - Alda

45 - Acrobata da Dor

46 - Angelus...

47 - Lembranças Apagadas

48 - Supremo Desejo

49 - Sonata

Os Escravos - Castro Alves [LibriVox]

“Os Escravos”, coleção de poemas de Castro Alves, publicado postumamente em 1883, concentra-se no drama da exploração dos escravos no Brasil. Castro Alves, conhecido como o “Poeta dos Escravos”, usa sua poesia como arma de denúncia social, retratando a injustiça, a opressão e a luta pela liberdade. Seus versos tornaram-se símbolos da resistência e da voz daqueles que não tinham vez na sociedade.

🖋️ Sobre a obra

O volume reúne poemas em que Castro Alves expõe o sofrimento dos escravizados e critica veementemente o sistema escravocrata brasileiro. A obra combina emoção, linguagem vigorosa e imagens poderosas para transmitir a realidade brutal da escravidão, tornando o poeta um dos maiores nomes da literatura abolicionista brasileira.

⚖️ Temas e estilo

  • Escravidão e opressão: denúncia das injustiças sociais;
  • Luta e liberdade: defesa dos direitos humanos e da emancipação;
  • Poema engajado: uso da poesia como instrumento de ação social;
  • Imagens vívidas e dramáticas: descrição intensa do sofrimento e da resistência.

📚 Importância literária

“Os Escravos” consolidou Castro Alves como um poeta engajado e comprometido com a justiça social. Sua obra influenciou gerações de escritores e ativistas, sendo lembrada por poetas como Pablo Neruda, que destacou a força de seus versos ao “abrir portas até então fechadas” para que a liberdade chegasse. A coletânea permanece como um marco da literatura abolicionista e da sensibilidade social no Brasil do século XIX.

💬 Com coragem e poesia, Castro Alves deu voz aos silenciados, transformando a literatura em instrumento de luta e esperança.


02 - A canção do africano

03 - A crianca

04 - A cruz da estrada

05 - A mãe do cativo

06 - A orfa na sepultura

07 - A visão dos mortos

08 - Adeus, meu canto

09 - América

10 - Antítese

11 - Ao macacão dalva

12 - Bandido negro

13 - Canção do violeiro

14 - Confiança

15 - Estrofes do solitário

16 - Fabula - o passaro e a flor

17 - Frades

18 - Jesuítas e frades

19 - Lúcia

20 - Manuela - cantiga do rancho

21 - Mater Dolorosa

22 - O canto de Bug Jargal

23 - O derradeiro amor de Byron

24 - O navio negreiro

25 - O século

26 - O sibarita romano

27 - O sol e o povo

28 - O vidente

29 - Prometeu

30 - Remorso

31 - Saudação a Palmares

32 - Suplica

33 - Tragédia no lar


Sonetos – Poemas Filosóficos - Luis Vaz de Camões [LibriVox]

“Sonetos – Poemas Filosóficos”, de Luís Vaz de Camões (1524–1580), reúne uma seleção de composições em que o maior poeta da língua portuguesa reflete sobre o destino humano, o tempo, a vaidade das glórias mundanas e o sentido da existência. Considerado um dos grandes nomes da literatura universal — ao lado de Virgílio, Dante, Cervantes e Shakespeare —, Camões alia profundidade de pensamento a uma forma poética de rara perfeição.

Em seus sonetos filosóficos, o autor das Rimas transforma a introspecção e o desencanto em arte. São poemas marcados por uma visão lúcida e melancólica da vida, em que o homem aparece dividido entre a razão e o sentimento, entre o ideal e a realidade. Neles, o poeta medita sobre a fugacidade do tempo, o poder destrutivo da fortuna e a constante tensão entre corpo e alma, glória e esquecimento, fé e dúvida.

Camões atinge, nesses versos, uma universalidade rara: sua filosofia não é abstrata, mas humana, nascida da experiência e da observação. Cada soneto é uma pequena síntese do espírito renascentista — racional e emotivo, erudito e sensível —, onde a harmonia da forma se une à inquietação do pensamento.

Esta coletânea apresenta o lado mais meditativo e profundo de Camões, revelando o poeta não apenas como cantor do amor e das armas, mas como um pensador lírico, que, entre versos de beleza atemporal, busca compreender o mistério da vida e a condição do homem diante da eternidade.

Sonetos – Poemas de Amor - Luis Vaz de Camões [LibriVox]

“Sonetos – Poemas de Amor”, de Luís Vaz de Camões (1524–1580), reúne algumas das mais sublimes expressões do sentimento amoroso na poesia universal. Camões, considerado o maior poeta da língua portuguesa e um dos maiores da literatura mundial, eleva o amor — em todas as suas contradições — a tema central de sua lírica, compondo versos de rara musicalidade, profundidade filosófica e beleza formal.

Publicados originalmente sob o título “Rimas”, os sonetos camonianos exploram a complexa natureza do amor, oscilando entre o êxtase e o sofrimento, a esperança e a desilusão, o espiritual e o carnal. Neles, o poeta faz uso magistral dos paradoxos — como no célebre “Amor é fogo que arde sem se ver” — para revelar as contradições que movem a alma humana e definem a experiência amorosa.

Influenciado pelos ideais do Renascimento e pela tradição clássica, Camões une o rigor da forma ao ardor da emoção. Sua linguagem combina elegância e intensidade, e sua visão de mundo transcende o amor terreno, aproximando-o da reflexão metafísica sobre o tempo, o destino e a imortalidade da alma.

Esta seleção de sonetos amorosos apresenta ao leitor o lirismo mais puro e refinado de Camões — um mergulho na sensibilidade de um espírito que soube transformar a dor, o desejo e a beleza em poesia eterna. Cada verso ecoa como uma confissão de amor e uma meditação sobre a condição humana, reafirmando o gênio poético que o coloca ao lado de Dante, Shakespeare e Petrarca.

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“A Terrível Origem da Maquiagem Branca no Japão” é um mergulho profundo nas tradições, segredos e perigos por trás de um dos símbolos mai...