“A Cidade e as Serras”, de José Maria de Eça de Queirós (1845 – 1900), é um dos romances mais encantadores e filosóficos do autor português. Publicado postumamente em 1901, a obra contrapõe o frenesi da vida urbana à simplicidade serena do campo, explorando a busca pela verdadeira felicidade.
🏙️ Entre o progresso e a natureza
O protagonista Jacinto, homem sofisticado e adepto das modernidades de Paris, decide regressar à sua aldeia natal em Tormes, nas serras portuguesas, acompanhado pelo amigo e narrador Zé Fernandes. O que começa como uma fuga do tédio urbano transforma-se numa profunda redescoberta dos valores simples e autênticos da vida rural.
🌿 Um olhar crítico e poético
Com ironia refinada e prosa elegante, Eça de Queirós faz uma crítica sutil ao materialismo e à artificialidade da civilização moderna, exaltando o equilíbrio, a natureza e a alma portuguesa. “A Cidade e as Serras” é, ao mesmo tempo, uma sátira e uma celebração — uma das obras-primas do realismo português.
Uma leitura que convida à reflexão sobre o verdadeiro sentido do progresso e o valor da simplicidade.

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