“O Mandarim”, de José Maria de Eça de Queirós (1845 – 1900), é uma fascinante novela filosófica publicada em 1880, que mistura ironia, crítica moral e fantasia. Nesta obra, Eça explora a fragilidade da consciência humana diante da tentação e da culpa.
💰 O dilema de Teodoro
Teodoro, modesto funcionário público em Lisboa, é colocado diante de uma escolha sinistra por um ser misterioso: basta tocar uma campainha mágica para matar, à distância, o riquíssimo mandarim Ti Chin-Fu, e herdar toda a sua fortuna. O ato parece simples — ninguém o verá, e ninguém saberá — mas o preço moral será devastador.
🕯️ Culpa e ironia
Ao longo da narrativa, Eça de Queirós conduz o leitor por uma reflexão profunda sobre a cobiça, a moral e o peso da consciência. A aparente simplicidade do gesto revela-se uma tragédia interior, em que o protagonista é consumido pelo remorso e pela angústia.
🌍 Uma fábula universal
Com seu estilo refinado e crítico, Eça transforma “O Mandarim” numa parábola sobre a natureza humana e o conflito entre o desejo e a ética. É uma das obras mais originais do autor, unindo fantasia e realismo em uma poderosa sátira moral.

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