“Contos”, de José Maria Eça de Queirós (1845 – 1900), reúne doze narrativas curtas publicadas postumamente, em 1902. Nelas, o mestre do realismo português expõe, com ironia e elegância, sua crítica à hipocrisia social, ao materialismo e às ilusões da vida moderna. São pequenas joias literárias que condensam o olhar agudo e a prosa refinada que consagraram o autor de Os Maias e O Primo Basílio.
📖 O olhar realista em pequenas doses
Nestes contos, Eça de Queirós faz uso do mesmo estilo preciso e observador que marca seus grandes romances, porém em escala mais íntima. Cada história traz uma reflexão sobre o homem, seus desejos e suas fraquezas, sem abrir mão da ironia fina que o autor domina com maestria.
🕰️ Crítica e humanidade
Apesar de curtos, os textos revelam a densidade moral e social característica de Eça. Ele aborda temas como o amor, a fé, a vaidade e a injustiça, sempre com olhar atento e compassivo, mas sem perder o tom crítico e o humor sutil que o tornaram um dos grandes nomes da literatura portuguesa.
🌍 Um retrato do seu tempo — e do nosso
Publicados após sua morte, os Contos mantêm a atualidade do pensamento de Eça de Queirós. São narrativas que, embora enraizadas no século 19, continuam a dialogar com os dilemas humanos de qualquer época.
Uma leitura breve, mas profunda, que revela a genialidade de um dos maiores cronistas da alma e da sociedade portuguesa.

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