“Lucíola”, de José de Alencar (1829 – 1877), é um dos romances mais marcantes do romantismo brasileiro e o primeiro da trilogia de “perfis de mulher”, seguida por Diva e Senhora. Publicado originalmente em 1862, o livro retrata o conflito entre o amor idealizado e a realidade moral da sociedade do Segundo Reinado.
💔 O amor e o pecado na corte imperial
A narrativa acompanha Paulo, um jovem provinciano que chega ao Rio de Janeiro e se encanta por Lúcia, uma mulher de beleza singular, mas que vive como cortesã. Em meio à hipocrisia da alta sociedade carioca, o relacionamento dos dois se desenvolve entre desejo, culpa e redenção, revelando o segredo doloroso que marcou o passado de Lúcia.
🌹 Romantismo e crítica social
Em Lucíola, José de Alencar mescla a linguagem romântica com uma forte crítica à moralidade burguesa. A obra questiona os limites entre pureza e pecado, amor e convenção social, mostrando como o julgamento público pode aprisionar as almas mais sensíveis.
📜 Um retrato da mulher no século 19
A personagem Lúcia é uma das mais complexas criações de Alencar: uma mulher que luta entre a paixão e o arrependimento, entre o desejo de ser amada e o peso do passado. Ela representa o drama da mulher brasileira do século 19, dividida entre o ideal de virtude e a busca pela liberdade.
✨ Um clássico do romantismo brasileiro
Lucíola é um romance que transcende o tempo, combinando emoção, crítica e beleza literária. Sua leitura revela a profundidade psicológica e a sensibilidade social de José de Alencar, consolidando-o como um dos grandes mestres da literatura nacional.
“Lucíola é mais do que uma história de amor — é a história de uma alma em busca de redenção.”

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