“Os Fidalgos da Casa Mourisca”, de Júlio Dinis (1839 – 1871), é um dos mais belos e emocionantes romances da literatura portuguesa do século 19. Publicado em 1871, o livro retrata o declínio da aristocracia rural em contraste com a ascensão da burguesia trabalhadora, abordando temas como o orgulho, o amor e a diferença de classes.
🏰 Tradição e mudança
A narrativa acompanha a vida do velho dom Luís Negrão e de seus filhos, Jorge e Maurício, que tentam restaurar a honra da família após sucessivas tragédias. A Casa Mourisca simboliza a decadência dos antigos fidalgos, enquanto o progresso surge representado por Tomé da Póvoa, antigo caseiro que enriquece pelo trabalho.
💔 Um amor impossível
O romance entre Jorge e Berta da Póvoa — jovem virtuosa e filha de Tomé — expressa a luta entre o sentimento e as convenções sociais. Separados pela diferença de classe, os dois vivem um amor puro, mas condenado, num dos enredos mais sensíveis de Júlio Dinis.
🌾 Um retrato da alma portuguesa
Com linguagem suave e observação delicada, Dinis constrói uma obra que combina melancolia e esperança, tradição e renovação. “Os Fidalgos da Casa Mourisca” é, acima de tudo, uma reflexão sobre o tempo que passa e as transformações inevitáveis da vida e da sociedade.

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