“Relíquias de Casa Velha”, de Joaquim Maria Machado de Assis (1839 – 1908), é o último livro de obras curtas publicado ainda em vida pelo autor. Lançado em 1906, o volume reúne nove contos, além de discursos, críticas e duas pequenas peças teatrais, compondo uma espécie de testamento literário de um dos maiores nomes da literatura brasileira.
📜 Entre a memória e o fim
Logo na abertura, o leitor encontra o comovente poema “A Carolina”, homenagem de Machado à esposa falecida, que sintetiza a dor, a saudade e a ternura de uma vida compartilhada. A partir daí, a obra se torna uma verdadeira coleção de lembranças, reflexões e observações sobre o humano — marcas características do estilo maduro do autor.
📚 Um testamento literário
Os contos e textos críticos que compõem Relíquias de Casa Velha apresentam a ironia refinada, o olhar psicológico e a sutileza narrativa que consagraram Machado de Assis. Mais do que simples recordações, essas “relíquias” revelam o espírito de um escritor que transformou o cotidiano em arte e o passado em permanência.
🎭 A última fase do mestre
Publicada quando Machado já se aproximava do fim da vida, a obra reflete o tom melancólico e contemplativo de seus últimos anos. Nela, a maturidade estética se alia à introspecção, consolidando o legado do autor como o maior intérprete da alma humana na literatura brasileira.
“Relíquias de Casa Velha” é, mais que um livro — é o adeus sereno de um gênio à própria arte.

Nenhum comentário:
Postar um comentário