“Diva”, de José de Alencar, publicado em 1864, é um dos três “perfis de mulher” do autor. A narrativa acompanha Augusto Amaral, que conta, por meio de cartas, seu encontro e paixão por Emília, jovem herdeira rica, acostumada a ter seus caprichos atendidos. Ambientado na corte imperial brasileira, o romance critica a sociedade frívola frequentadora dos salões e dialoga com outras obras urbanas de Alencar, como Lucíola e Senhora.
🌿 Sobre a obra
Em Diva, a narrativa epistolar permite explorar a intimidade do narrador e revelar nuances psicológicas da heroína. Augusto Amaral, apaixonado por Emília, descreve encontros, sentimentos e reflexões sobre a sociedade carioca, os salões e os costumes da elite urbana. A obra complementa o panorama iniciado em Lucíola, oferecendo cartas dirigidas a Paulo, personagem daquele romance, criando intertextualidade entre os textos de Alencar.
⚖️ Temas e estilo
- Sociedade urbana: crítica à frieza e frivolidade dos salões cariocas;
- Amor e paixão: romance narrado através de cartas e emoções íntimas;
- Perfil feminino: construção psicológica e social de Emília;
- Intertextualidade: referências diretas a Lucíola e diálogo com Senhora.
📚 Importância literária
“Diva” é um exemplo do romance urbano e psicológico de José de Alencar, contribuindo para a formação da literatura romântica brasileira e do retrato da mulher na sociedade do século XIX. A obra combina crítica social, reflexão sobre sentimentos e habilidades narrativas inovadoras, consolidando Alencar como um dos grandes autores do Romantismo brasileiro.
💬 Entre cartas, salões e paixões, Alencar constrói em “Diva” um retrato íntimo e crítico da sociedade e das mulheres da corte carioca do século XIX.

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