“Eclesiastes”, traduzido por João Ferreira de Almeida (1628 – 1691), é um dos mais profundos e filosóficos livros do Antigo Testamento da Bíblia Sagrada. Parte da chamada literatura sapiencial, a obra é atribuída ao Pregador — ou Qohelet em hebraico — e reflete sobre o sentido da existência, a passagem do tempo e a efemeridade de todas as coisas humanas.
📖 “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade.”
O livro de Eclesiastes se inicia com uma das frases mais conhecidas das Escrituras. A palavra “vaidade”, traduzida do hebraico hevel, significa literalmente “vapor”, “sopro” ou “algo passageiro”. O autor observa que tudo o que o homem faz — trabalho, riqueza, prazer, sabedoria — é transitório, e que o tempo apaga até mesmo as maiores realizações.
🕊️ Sabedoria e ceticismo
Diferente de outros livros bíblicos, Eclesiastes apresenta uma visão sóbria e até melancólica da vida. O texto convida à reflexão sobre o propósito da existência e o limite da razão humana. O Pregador pondera que o homem deve aceitar a fugacidade da vida e encontrar contentamento nas pequenas alegrias dadas por Deus.
⏳ Uma filosofia atemporal
Mais do que um texto religioso, Eclesiastes é um tratado sobre o sentido da vida. Suas palavras inspiraram filósofos, poetas e escritores ao longo dos séculos — de Pascal a Camus —, pela forma como expõem o paradoxo entre a busca humana por permanência e a certeza da impermanência.
🌿 Tradução Almeida
A tradução de João Ferreira de Almeida é uma das mais tradicionais e respeitadas versões da Bíblia em língua portuguesa. Sua linguagem clássica e poética preserva a solenidade e a força espiritual do texto original.
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” — Eclesiastes 3:1

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